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Bataguassu, 22 de Agosto de 2017
 
12/08/2017 - 09h01
Abertas propostas de interessados em estudo para privatização da MSGás
Redação
Campo Grande News
(Foto: Arquivo/Campo Grande News)

Mais um passo foi dado nesta sexta-feira (dia 11) no processo de privatização da MSGás (Companhia de Gás do Estado de Mato Grosso do Sul). O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) abriu as propostas das empresas interessadas em realizar os serviços relativos à desestatização da companhia.

O edital prevê dois itens de contratação: “Serviço A”, relativo à avaliação econômico-financeira; e “Serviço B”, que envolve a realização de diagnóstico completo da companhia, assessoria jurídica e de comunicação, além de outras ações.

Os valores estimados para a licitação da desestatização da MS são de até R$ 2,07 milhões para o “Serviço A” e de R$ 13,22 milhões para o “Serviço B”. 

O BNDES foi procurado e respondeu que não pode informar ainda quais são as empresas interessadas na realização dos estudos. O processo de privatização da companhia, conforme estima do BNDES, deve ser concluída no primeiro semestre do próximo ano.

Além de Mato Grosso do Sul, outros sete estados (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Espírito Santo, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Paraíba) manifestaram formalmente ao BNDES interesse em privatizar suas empresas de distribuição de gás.

“O apoio do BNDES aos estados englobará a contratação e coordenação das consultorias que preparação todos os estudos necessários e também suporte da equipe técnica do banco durante todo o procedimento licitatório”, disse o BNDES.

Em 2015 a Mitsui comprou 49% da Gaspetro, da Petrobras, sendo agora sócia direta de três estados, entre eles Mato Grosso do Sul. A MSGÁS (Companhia de Gás de MS) pertence ao governo (51%) e a Gaspetro (49%), com participação da empresa japonesa dentro da representante da estatal.

(Foto: MSGás)

Protesto – O processo de desestatização da MSGás motivou protesto de funcionários da empresa nesta sexta-feira. Cerca de 60 servidores se concentraram na entrada da sede da concessionária, em Campo Grande, no mesmo horário em que estava marcada a abertura das propostas da licitação

"Não há razão para a privatização da MSGás. Não seria interessante para o governo estadual, principalmente num momento de crise econômica, abrir mão de um ativo estratégico para o desenvolvimento do Estado e de uma empresa lucrativa, que gera recursos para os cofres do governo de Mato Grosso do Sul", afirmou Thiago Andreotti e Silva, membro da comissão que representa os servidores da MSGÁS.

Com a privatização, afirmaram os organizadores, o governo do Estado pode abrir mão de uma empresa que atua em um setor estratégico e lucrativo. A MSGÁS apresentou nos últimos dois anos um aumento do lucro líquido de 154%. Conforme relatório anual, o lucro líquido da companhia foi de R$ 12,9 milhões em 2016 – foi o 3º melhor resultado desde sua criação em 1998.

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