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Bataguassu, 24 de Abril de 2019
 
12/04/2019 - 12h03
Deficit da previdência custa R$ 483 para cada sul-mato-grossense
Redação
Correio do Estado

Cada sul-mato-grossense paga, em média, R$ 483 para cobrir o deficit da previdência estadual. A estimativa foi feita pela Federação da Indústria do Rio do Janeiro (Firjan). De acordo com o levantamento, publicado hoje, Mato Grosso do Sul tem o nono menor deficit entre os estados brasileiros. Mesmo assim, o rombo chega a R$ 1,2 bilhão. Para equilibrar as contas, o governo estadual precisa fazer aportes, que saem dos cofres públicos. 

O estudo apontou que, das 27 unidades da federação, somente quatro não tem deficit na previdência. A situação é mais grave, porém, em estados como São Paulo (R$ -18 bilhões), Rio Grande do Sul (-11,1%) e Rio de Janeiro (R$ 10,6 bilhões). Os dados utilizados de base para a análise são da Secretaria de Previdência, do Ministério da Economia e são de 2017. No Rio Grande do Sul, por exemplo, esse custo por habitante chega a R$ 1.038 por ano.

O levantamento alertou também para a discrepância no gasto com pessoal entre ativos  e inativos. Em 14 estados, incluindo Mato Grosso do Sul, os servidores inativos e pensionistas custam mais que servidores ativos. No Estado, por exemplo, o gasto com servidor ativo gira em média de R$ 5 mil. Já com aposentados, é de quase R$ 7 mil. A Firjan também alertou para o aumento do gasto com pessoal em todas as unidades da federação. Mato Grosso do Sul, embora tenha baixado em comparação a 2018, continua próximo de atingir o limite máximo de comprometimento das receitas com folha de pagamento, acima dos 55%. Em 2016, o comprometimento da folha era de 50%.

Ao todo, o déficit da previdência dos estados chega a R$ 77,8 bilhões, de acordo com dados de 2017, últimos disponibilizados pela Secretaria de Previdência, do Ministério da Economia, que oferece uniformidade na declaração dos estados. “A situação é de total insolvência”, alertou Jonathas Goulart, gerente de estudos econômicos da federação, sobre a situação fiscal e a necessidade da aplicação direta da reforma da previdência nos estados.

Das 27 unidades federativas, somente quatro estados que apresentaram equilíbrio no regime de previdência. Amapá, Roraima, Rondônia e Tocantins foram na contramão do País e tiveram sobra no caixa da previdência.

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