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Bataguassu, 22 de Agosto de 2017
 
19/04/2017 - 16h00
Gaeco prende 48 pessoas durante ação contra a atuação do PCC
redação
Jornal da Nova
Imagens: Elizete Alves/MPE-MS/Divulgação

Operação Desdita, deflagrada nesta terça-feira (18), pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), prendeu 48 pessoas ligadas a ações da facção PCC (Primeiro Comando da Capital) no Estado. Gaeco teve apoio da Polícia Militar, através dos batalhões do Choque e Bope e a Dintel (Diretoria de Inteligência).

Durante apresentação do resultado da operação, a mesa foi composta pelo Procurador-Geral de Justiça, Paulo Cezar dos Passos; pela Coordenadora do Gaeco, Promotora de Justiça Cristiane Mourão Leal Santos; pelo Comandante-Geral da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso do Sul, Coronel Waldir Ribeiro Acosta; pelo Tenente-coronel QOPM, Marcus Vinícius Pollet; pelo Major do Bope, Vilmar Fernandes; pelo Tenente-coronel PM, Andre Henrique de Deus Macedo; e pelos Promotores de Justiça do Gaeco Thalys Franklyn de Souza, Marcos Roberto Dietz, Tiago Di Giulio Freire e Fernando Martins Zaupa.

Visando ao combate do PCC, o Gaeco tem atuado de maneira incisiva ao longo dos anos no enfrentamento a ações criminosas promovidas por facções que atuam dentro e fora dos presídios estaduais.

No ano de 2016, foi desenvolvida, com o apoio da Polícia Militar, uma investigação que teve por objetivo identificar as principais lideranças e desarticular a organização criminosa na prática de crimes atentatórios à ordem pública.

A Coordenadora do Gaeco Cristiane Mourão Leal Santos explicou que, com a identificação dos líderes da cúpula do PCC, atuante no Estado, foi oferecida denúncia em desfavor de nove deles por comporem organização criminosa denominada PCC, atuando mediante a prática de infrações penais diversas (tráfico e associação ao tráfico de drogas, comércio de armas de fogo, roubos, além de homicídios e atentados).

No início deste ano, e como parte das ações para desarticulação da estrutura organizacional desta facção, foram transferidos para os Presídios Federais os seguintes líderes do PCC que atuavam em Mato Grosso do Sul: Antonio Marcos dos Anjos Silva, vulgo “Da Leste”; Diego Freitas Leite, vulgo “Lendário”; Francivaldo Rodrigues Lima, vulgo “Pantaneiro”; Nilton Cezar Antunes Veron, vulgo “Cezinha”; Rui Ederson da Silva Fernandes, vulgo “Veloster”; e Rogério dos Santos Costa, vulgo “Armagedon”.

Ainda de acordo com a Coordenadora do Gaeco, após o ajuizamento de ações penais e transferência dos líderes desta facção criminosa aos presídios federais, surgiram, no fim do ano de 2016, informações acerca do planejamento de atentados a integrantes da Segurança Pública de Mato Grosso do Sul. Neste contexto, ainda se insere o rompimento entre as facções criminosas PCC e CV, inclusive com a deflagração de várias rebeliões em presídios Brasil afora.

Assim, têm início os trabalhos que envolveram a participação de integrantes do Gaeco e da Polícia Militar (19º BPChq – Batalhão de Polícia Militar de Choque, 18º BOPE – Batalhão de Operações Especiais e a Dintel) voltados à identificação destas lideranças e  intervenção nas ações ilícitas planejadas pelo grupo criminoso.

No curso das investigações, um dos responsáveis pela execução dos atentados foi identificado como sendo a pessoa de Sandro Serafim Natal, vulgo “Barba”, o qual foi preso pela Polícia Militar na data de 31/12/2016, frustrando os planos da organização criminosa.

A investigação comprovou ainda a existência da estrutura organizacional da facção e a consequente prática de ações criminosas como tráfico de drogas, roubos, sequestro e execuções de indivíduos, dentro e fora do sistema prisional.

O balanço da Operação Desdita resultou em 48 pessoas presas, sendo 24 em flagrante delito e outras 24 em razão do cumprimento de mandados de prisão preventiva; apreensão de 10 armas de fogo de grosso calibre, milhares de reais e significativa quantidade de droga entre maconha e pasta-base de cocaína; recuperação de quatro veículos produtos de roubo ou furto; bloqueio de 42 contas bancárias utilizados pela organização criminosa, bem como o sequestro dos valores nelas existentes; e bloqueio de 94 terminais de telefonia celular utilizados pela organização criminosa, entre aparelhos e linhas.

 

A Promotora de Justiça do Gaeco em Dourados, Cláudia Loureiro Ocariz Almirão, também participou da Operação. As ordens foram expedidas pelo Juiz Mário José Esbalqueiro Júnior, juiz da 2ª Vara de Execução Penal de Campo Grande. Com MPE/MS

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