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Bataguassu, 19 de Abril de 2019
 
08/02/2019 - 11h00
Mandetta foi ameaçado por intervir em hospital no Rio
Redação
Correio do Estado
Foto: Arquivo/Correio do Estado

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), teria sido sido ameaçado por meio de ligações telefônicas, horas antes de interferir na gestão do Hospital Federal de Bonsucesso, segundo relatos de médicos da unidade ao jornal Extra, do Rio de Janeiro. 

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, disse ao diretor interino do Hospital Federal de Bonsucesso, no Rio de Janeiro, Paulo Roberto Cotrim de Souza, que  equipe do governo federal sofreu ameaças ao visitar o hospital para iniciar a elaboração de um plano de melhoria do atendimento ao público. Bebianno revelou as ameaças em um encontro no Departamento de Gestão Hospitalar do Ministério da Saúde, no centro do Rio de Janeiro.

O encontro, na última quarta-feira (6), reuniu Bebianno, o ministro da Saúde e diretores dos hospitais federais. Na reunião, foram apresentadas as primeiras propostas de ação para melhorar o atendimento e a gestão nas unidades. “O hospital de Bonsucesso foi o único que tentou intimidar parte da nossa equipe”, disse Bebianno.

No início do mês, Mandetta afirmou em entrevista à GloboNews, que o governo federal enviará uma força-tarefa nos seis hospitais federais do Rio de Janeiro. O objetivo é evitar fraudes e melhorar o serviço. O ministro fez uma visita surpresa ao hospital.

Há duas semanas, o Ministério da Saúde exonerou a diretora do Hospital Federal de Bonsucesso, Luana Camargo. A unidade sofria com ar-condicionado sem funcionar, superlotação e faltas de médicos a plantões. Além disso, funcionários do hospital afirmavam que ex-diretora nomeou indicados políticos e pessoas sem experiência.

O ministro Bebianno disse que o governo apura as ameaças. Diante das intimidações relatadas por ele em vídeo, o ministro disse que não há somente suspeitas, mas “fortes indícios e depoimentos”.

“Não só suspeitas como fortes indícios e depoimentos. Estamos apurando. Não podemos afirmar, ainda, em definitivo, se há ou não o envolvimento direto de milícias na gestão do hospital de Bonsucesso. O que podemos assegurar é que há muita coisa estranha por lá. Não nos intimidaremos por pressões ou ameaças, veladas ou explícitas. É vontade do senhor presidente da República a recuperação dos seis hospitais federais do Rio de Janeiro. Missão dada é missão cumprida”, disse Bebianno.

O caso está sendo investigado pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin). A reportagem procurou o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), ao qual a Abin, é subordinada, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

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