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Bataguassu, 16 de Setembro de 2019
 
10/09/2019 - 10h01
Na contramão do país, estatais de MS lucraram mais de R$ 100 milhões em 2018
Redação
Campo Grande News
(Foto: Divulgação)

Em um período no qual a privatização é defendida como meio de gerar receitas e reduzir custos para o poder público, as duas estatais de Mato Grosso do Sul vão na contramão da maior parte do Brasil e apresentam um lucro que, combinado, representou mais de R$ 100 milhões em 2018. Sanesul e MSGás colocaram o Estado em um seleto grupo de unidades da federação cujas empresas públicas se mostraram superavitárias no ano passado.

Além de Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Sergipe viram suas empresas públicas gerarem mais lucros do que prejuízos, conforme informações compiladas pelo Tesouro Nacional e divulgadas pelo jornal O Globo, apontando que, juntos, os Estados tiveram prejuízo de R$ 14 bilhões com estatais: foram necessários aportes de R$ 16,1 bilhões nas companhias, com R$ 2,2 bilhões colhidos em dividendos –mais de 43% das empresas fecharam o ano passado com prejuízo.

No Estado, as ações foram tomadas em um conjunto de ações que inclui investimentos e expansão da base de clientes, que levaram a um resultado positivo de R$ 108 milhões.

Em 2018, a Sanesul informou uma receita operacional líquida de R$ 506,3 milhões, em um lucro líquido de R$ 56 milhões. No período houve aporte de R$ 123 milhões nos SAAs (sistemas de abastecimento de água) e SES (sistema de esgotamento sanitário) por meio de investimentos. “Números muito atrativos e que servem como referência para empresas no setor”, afirmou André Luis Soukef Oliveira, diretor de Administração e Finanças da companhia.

Segundo ele, a estatal vive uma situação estável financeiramente, “considerando o cenário nacional de escassez de recursos”. Oliveira reitera que a situação é positiva mesmo diante da redução no volume de recursos para investimentos em saneamento disponíveis no país.

“Considerando os dados disponíveis no setor de saneamento nacional, dentre as 24 companhias estaduais, algumas em extrema dificuldades financeiras, a Sanesul figura em uma situação positiva e estável , gerando recursos importantes para investimentos e buscando, embora de forma gradual manter a universalização dos serviços com água e avançando na cobertura com os serviços de esgotamento sanitário”, pontuou o diretor.

Desde 2015, a Sanesul afirma ter ampliado em 1,35 mil quilômetros a rede de água e em 1,24 mil a de esgoto. O total de clientes atendidos se aproxima de 600 mil, sendo 558 mil residenciais, em 68 municípios e 61 distritos. A empresa conta com 1,5 mil servidores, aproximadamente, que representa um comprometimento anual próximo a R$ 150 mil em salários, que trabalham com a meta de universalizar os dois serviços nas bases em que opera.

Gás – Já a MSGás aponta, desde 2015, aumento em cinco vezes de sua base de clientes, passando de 2 mil para 10 mil. “Quebramos paradigmas. Estamos tendo lucro todos os anos. Com isso, pagamos dividendos que são usados para obras prioritárias, escolas, saúde e segurança. É um círculo virtuoso, fruto de uma metodologia moderna de gestão”, destacou o diretor-presidente da companhia, Rudel Espíndola Trindade Junior.

Ele também destacou que os recursos das estatais ajudam ao Estado enfrentar o período de crise, sendo amplificados como ações de economia. “Trabalhamos com o apoio da Controladoria-Geral do Estado e nas nossas licitações conseguimos uma economia de 30% porque aprimoramos os mecanismos de licitação e os fornecedores sabem que vão receber em dia”. A MSGás espera fechar este ano com lucro recorde.

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