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Bataguassu, 23 de Novembro de 2017
 
06/11/2017 - 11h31
Em Nova Andradina, Regulação de vagas não funciona e pacientes aguardam meses por consultas, cirurgias e exames especializados
Redação
Jornal da Nova
Imagens: Arquivo/PMNA

A ineficiência na distribuição de vagas, pois ainda não há um sistema de regulação em funcionamento pleno no Estado de Mato Grosso do Sul, e a morosidade na estruturação dos polos regionais de saúde têm causado aumento nas filas de espera por consultas, cirurgias eletivas e exames especializados nos municípios do interior de MS, entre eles, Nova Andradina.

O Jornal da Nova teve acesso a informações que denunciam a dificuldade deste município em conseguir o encaminhamento de pacientes para Dourados ou Campo Grande, cidades consideradas referência na prestação desses serviços.

As demandas por exames, consultas e cirurgias eletivas, que dependem da regulação de vagas para hospitais e centros de especialidade, só aumentam. A situação ocorre porque o sistema não funciona nas referências, muitas vezes, por falta de profissionais.

Em Dourados, houve o fechamento de serviços importantes nas áreas de cardiologia, auditiva, nefrologia e oncologia, além de outros que o gestor de Dourados não recontratou ou não manteve seus contratos. A segunda referência, que é Campo Grande, fechou serviços e também o acesso ao município. Consultas auditivas não são marcadas desde fevereiro. Isso influencia e impacta diretamente em Nova Andradina.

É em função deste problema que muitas vezes o cidadão vai a secretaria de saúde para marcar uma consulta fora do âmbito municipal, espera meses e não consegue marcar.

Nova Andradina dispõe de médicos (clínicos gerais) e odontólogos em todas as unidades de saúde

Com a renovação do contrato da Dra. Isabella Cappi Guimarães para atendimento ao ESF (Estratégia Saúde da Família) Irman Ribeiro, o município de Nova Andradina conseguiu dotar todas as ESFs com médicos (clínicos gerais) e dentistas. A Prefeitura Municipal ainda contratou ginecologista e médico para o CEM (Centro de Especialidades Médicas).

Foto: Arquivo/Jornal da Nova

As ações resolvem um problema crônico de falta de profissionais para atuar na rede municipal de saúde, porém, as demandas por especialidades ainda permanecem.

Para tentar reverter o quadro, a Prefeitura Municipal realizará, em breve, um concurso público. Está em fase de licitação para a escolha da empresa que organizará o certame, com a disponibilização de vagas para especialidades que a rede de saúde municipal tem deficiência como pediatria, ortopedia, ginecologia, cardiologia e oftalmologia. 

Além da contratação de profissionais na rede municipal de saúde, a gestão municipal pretende fortalecer a UTI (Unidade Terapia Intensiva) adulto do Hospital Regional de Nova Andradina. Esta semana, a Funsau (Fundação Serviços de Saúde de Nova Andradina, no Estado do Mato Grosso do Sul) lançou o edital de concurso para a contratação de novos especialistas, que propiciarão a realização cirurgias de maior complexidade na instituição hospitalar.

Está prevista a contratação de pediatra, médico plantonista clínico geral, médico especialista ortopedista, médico especialista ginecologista e obstetra, médico especialista de clínica médica, médico especialista de clínica cirúrgica, médico especialista anestesiologia, médico ambulatório ultrassonografia, médico ambulatório pequenas cirurgias, médico ambulatório ortopedista, médico ambulatório cirurgia geral, entre outros profissionais.

Apesar de ser umas das promessas do Governo do Estado de MS, estruturação dos polos regionais de saúde quase não avança

Em maio de 2016, o secretário estadual de saúde, Nelson Tavares, disse em reportagem publicada na grande imprensa, que a melhoria no atendimento passa pela estruturação dos polos regionais de saúde e pela melhoria no sistema de regulação de vagas.

Foto: Governo do MS

A meta do governo é desafogar a capital com o apoio de pelo menos 20 hospitais de referência em todo do estado. Outro projeto governamental, a Caravana de Saúde, também auxilia no atendimento da demanda reprimida das cirurgias eletivas.

Mais de um ano depois, a estruturação desses polos regionais quase não avançou e o governo derrapa quando o assunto é o repasse de recursos para os hospitais e prefeituras. Os investimentos do estado estão escassos para o setor e projetos como a Caravana de Saúde tiveram cortes. Para piorar, o sistema de regulação de vagas de leitos, ambulatorial e urgência e emergência ainda não funciona com eficiência. Enquanto isso, pacientes de Nova Andradina e de todo estado esperam as longas filas por atendimento.


 



 



 

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