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Bataguassu, 15 de Outubro de 2019
 
09/10/2019 - 11h00
Iagro investiga caso de mormo equino na área rural de Campo Grande
Redação
Campo Grande News
 (Foto: Noticiário/Reprodução)

A Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) investiga a ocorrência de um caso de mormo equino em Campo Grande. A doença, fatal para animais e transmissível para humanos, foi identificada em um centro de treinamento nas imediações do Parque do Peão da Capital –na saída para Rochedinho, no norte da cidade.

Em razão da suspeita, a etapa oficial de outubro do CLC (Clube de Laço Comprido), que ocorreriam no último fim de semana, foram canceladas, segundo informou em nota a organização do evento. O local de contágio não foi oficialmente informado, mas fica nas imediações do parque, segundo divulgado pelo CLC.

A assessoria da Semagro (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável, Produção e Agricultura Familiar) confirma que a Iagro foi acionada a comparecer ao local para apurar a suspeita da doença. Uma nota técnica sobre o caso deve ser emitida pelo órgão.

Doença – Segundo dados do site da Iagro, o mormo é causado por uma bactéria (Burkholderia mallei) e atinge cavalos (geralmente de forma crônica), asininos e muares (forma aguda), podendo infectar também o homem. Os animais doentes apresentam febre alta, tosse e descarga nasal, com úlceras nas narinas –que se manifestam também nos membros e abdome. A forma pulmonar causa pneumonia crônica.

A transmissão do mormo se dá por meio do contato com as secreções e excreções do animal doente, principalmente do nariz e do pus dos abscessos, que contaminam o ambiente, comedouros e bebedouros. O controle sanitário envolve o sacrifício dos animais doentes, enterrio ou incineração dos cadáveres, desinfecção e ambientes, interdição de áreas e notificação.

A doença chegou a ser declarada extinta no país em 1988, porém, no ano seguinte, sete animais foram diagnosticados positivos em Pernambuco e Alagoas. Isso levou o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) fixou exigências para o trânsito interestadual de equídeos.

Em humanos, pode causar febre, dores musculares, dor no peito, rigidez muscular e cefaleia, além de lacrimejamento excessivo, sensibilidade à luz e diarreia, bem como ulcerações e feridas –evoluindo, nos casos mais graves, para falência de órgãos e morte.

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