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Bataguassu, 24 de Setembro de 2018
 
12/03/2018 - 10h20
Tite quer Brasil forte sem Neymar e diz que ainda há disputa por vagas na Copa
Redação
Globo Esporte

Pedro Martins/MoWA Press

Tite convocou 25 jogadores para os amistosos contra Rússia e Alemanha, mas, em sua entrevista coletiva, citou outros tantos que ficaram fora da lista. Antes mesmo de divulgar os nomes, ele deixou claro que vai manter suas observações até definir os 23 da Copa do Mundo, no início de maio. E o técnico teve que falar também, logicamente, sobre Neymar.

Sem o atacante, que foi operado em razão de uma fratura no quinto metatarso do pé direito, e só deve voltar a jogar em meados de maio, Tite quer ver um Brasil igualmente forte.

- Vejo como fato real não ter o Neymar, vamos direcionar nosso trabalho. Foi muito feliz o pai do Neymar em dizer que a primeira preocupação é com a saúde do atleta. Não se paga o preço de vencer uma Copa do Mundo com a saúde de alguém. (Neymar) é um jogador diferente, é Top 3. Mas equipe forte se faz independentemente de nomes. Força de equipe é fundamental e temos que ter essa força para suplantar adversidades, como essa, mas projetando tê-lo (Neymar) para a Copa – disse Tite. 

O treinador também deu pistas de quem pode entrar no time no lugar de Neymar. "Temos que manter uma estrutura da equipe, com as funções que exercem nos clubes sejam exercidas na Seleção. O Douglas Costa jogou muito, dos dois lados da mesma forma, pode jogar na esquerda, onde teve seu maior momento no Bayern com o Guardiola. Numa função parecida com a do Neymar. Há a possibilidade do Coutinho vir por dentro, com o aproveitamento do Willian, que está num grande momento. Mas manter uma coerência em cima do que eles vêm desenvolvendo nos clubes.

O treinador da Seleção fez questão de manter acesa a chama de nomes ausentes nessa lista. Citou os zagueiros Gil e Jemerson, o lateral-esquerdo Alex Sandro, os meio-campistas Arthur, Giuliano, Diego, Rodriguinho e Lucas Lima, entre muitos outros. Tite não quer ninguém acomodado para as seis ou sete vagas ainda abertas para a Copa do Mundo.

- Não tenho dúvidas, tenho oportunidades. Há 15, 16, 17 atletas, que pelo alto nível na Seleção e nos clubes, estão encaminhados na Copa. E existem outros que estão disputando. Geromel, Rodrigo Caio, Gil e Jemerson estão brigando. E só vai ser decidido lá na frente. Há um encaminhamento para Thiago (Silva), Marquinhos e Miranda. Na lateral tem Alex Sandro, Filipe Luís e Marcelo, três que jogam muito, dói deixar o Alex Sandro fora. Há o encaminhamento de alguns, mas, com características diferentes, atletas que brigam. Lucas Lima, Diego, Luan, Giuliano, Rodriguinho, estão brigando. O momento pode determinar sua convocação.

Reencontro com a Alemanha

- É uma das favoritas ao título pela força que tem, pelo trabalho que está desenvolvendo junto contra outras seleções, como o Brasil. O 7 a 1 é um fato real, temos que nos acostumar. Enquanto não tiver um novo jogo, vão fazer memes, vão falar sobre isso. Como foi depois da final de 2002, ficaram fazendo sobre o erro Kahn, sobre os gols do Ronaldo, são fatos históricos do passado. Agora é uma preparação que para nós é extremamente importante pela qualidade da Alemanha.

Convocações de Willian José e Talisca

- Um conjunto tem que ser harmonioso. As oportunidades surgem para cada atleta. Eu repito o que coerentemente tenho colocado, a lista final vai bater ali na frente. Todos os atletas continuam sendo avaliados, e grandes momentos como os de Willian José e Talisca, que trazem componentes diferentes. Willian José faz duas grandes temporadas na Real Sociedad, desenvolvimento grande como atleta, com jogo combinado. Talisca tem finalização de média distância, bola aérea, imposição física que pode emprestar virtude contra defesas com linha de cinco ou quatro. Isso não quer dizer que Giuliano, Lucas Lima e Diego estão fora. Absolutamente. Não há uma situação definitiva, há margem de disputa. O objetivo é ter opções, jogadores de características diferentes, um pivô, mas tem mobilidade. Ele é alto, mas se movimenta e cabeceia muito. Tem números bons em campeonatos importantes. Assim como o Jô, ou algum outro no Brasil possa ter essa característica e te permita um acréscimo.

Convocação de Geromel

- Não conversei com a diretoria do Grêmio (sobre desfalques em jogos decisivo do Gaúchão). Temos que nos ater ao lado técnico, o que entendemos ser importante. Eu assisti treinamentos, a comissão técnica tem assistido diferentes jogos, atletas... A gente procura, dentro de quem nos abre, nos permite, uma aproximação maior. Mas seria antiético, não seria transparente, se não olhássemos o lado técnico. Geromel merece pela grande Libertadores e pelo grande Mundial. Ele, Luan, Arthur, que ficou três meses parado, Grohe, todos estão no nosso hall de observação. Mas seria injusto se eu não convocasse o Geromel, não ficaria bem comigo mesmo.

Importância de resultados positivos nos amistosos

- Antes o desempenho. Todo grande profissional precisa ter capacidade de avaliar o processo. Se não avaliar, ele se perde. O objetivo é o resultado final, é vencer, porém o segredo está na avaliação do processo. Se a equipe jogar bem, mantiver nível alto de concentração, administrar essas expectativas todas, tiver essa maturidade, isso é grande. Se tiver um grande futebol, é uma boa preparação. Um resultado bom sem desempenho não gera confiança, e atleta não se engana. Ele sabe quando achou um resultado, sabe avaliar quando produziu bem, quando a equipe jogou bem, foi consistente. Ele tem essa capacidade de análise. Jogar bem é fundamental, inclusive num jogo desse tamanho, com toda essa expectativa."

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