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Criança que ameaçou menina de morte em grupo de escola é suspensa das atividades em Campo Grande

Ameaças foram feitas com fotos de facas e áudios enviados em grupo da escola

10/06/2024 às 20h27
Por: Alisson Gabriel Fonte: Jornal Midiamax
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Arquivo Pessoal
Arquivo Pessoal

A criança que ameaçou a menina, de 10 anos, com fotos de facas e áudios enviados no grupo de uma escola, em Campo Grande, foi suspensa das atividades. A mãe da vítima esteve na unidade escolar nesta segunda-feira (10) e foi informada sobre a suspensão.

Áudios e imagens enviadas a reportagem do Jornal Midiamax mostram que no grupo, formado por seis alunos, há mensagens como: “Eu vou chamar a menina pra essa vadi*”.

Após tomar conhecimento das ameaças, a mãe da menina decidiu registrar boletim de ocorrência relatando os fatos e transferir a filha de colégio. Ela revelou que a filha nunca relatou ter sofrido bullying na escola, porém com esse ocorrido, ela acabou confessando que essas situações vêm ocorrendo desde o ano passado.

À reportagem, ela contou que foi pessoalmente na escola nesta segunda (10) para saber as providências tomadas em relação às ameaças. Ao chegar na unidade, foi informada sobre a suspensão da criança que teria feito as ameaças. Contudo, a suspensão foi somente para atividades esportivas.

“O que recebi foi ‘chamamos todos os pais dos envolvidos, o menino foi suspenso das atividades esportivas que participa na escola e foram orientados sobre o assunto’, e só. E que como não foi no ambiente escolar, eles não podem fazer mais nada”, lamenta a mãe da vítima.

Ainda conforme a mãe, a ida dela a escola foi registrada em uma ata, escrita de próprio punho. No registro, consta que as ameças foram feitas no mês de maio na casa dos alunos que fazem parte de um grupo de WhatsApp, formado por seis estudantes.

Ameaça
Nas conversas escritas em um grupo de WhatsApp, há mensagens como: “Eu vou chamar a menina pra essa vadi*”, “Só treta. Só falta o mestre agora”, “Mané amanhã é dia de mudar de lugar, mano”.

Em outra mensagem, uma das crianças escreve: “Eu quero matar a ** e a **”. “Porque a **?”, questiona outra criança. “Eu odeio ela e a **. Olha o que eu vou levar pra escola”, escreve.

Em seguida há duas fotos: uma com uma faca e a outra com duas facas na mesa. “Olha o massacre kkkkk”, comenta.

Já nos áudios, um deles fala sobre a ação: “A primeira tentativa que ela vai tentar chutar, já vai tomar uma facada na barriga”, diz.

“Amanhã vou levar um trenzinho aqui pra ele, que ele vai adorar. Deixa eu tirar uma fotinha aqui do que eu vou levar pra mim e pra você”, diz outra criança.

A Deaij (Delegacia Especializada no Atendimento à Infância e Juventude) afirmou que a ocorrência não foi registrada na Polícia Civil e que a escola havia tomado providências. Porém, equipes da Guarda foram acionadas para ir à escola na sexta-feira (7) e o caso será encaminhado ao Conselho Tutelar devido às idades.

Os nomes não foram colocados na matéria para preservar a identificação das crianças conforme o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). Além disso, as vozes das crianças nos áudios também foram modificadas pelo mesmo motivo.

O que diz a Semed
Em nota, a Semed (Secretaria Municipal de Educação) afirmou que o caso já foi esclarecido e que aconteceu no início do mês de maio. 

Explicou que seis alunos do 5º ano criaram um grupo de WhatsApp entre eles e, por volta de 0h, um dos meninos disse que não gostava da colega, mandou uma foto de faca de cozinha da casa dele no grupo e a menina tirou uma foto de duas facas e mandou no grupo, como ameaça. 

Ao vistoriar o celular do neto, a avó de um dos alunos encontrou as conversas e alertou a direção da escola, que então alertou os pais dos alunos envolvidos. Conforme a Semed, a diretora fez atas sobre o caso e orientou os pais para que vistoriem os celulares de seus filhos. 

“A Secretaria informa ainda, que há um setor na Semed chamado Secoe (Setor de Acompanhamento de Conflitos Relacionados à Evasão e Violência Escolar), que desenvolve uma ação conjunta com a Guarda Civil Metropolitana em relação a realização de palestras de orientação sobre a prevenção ao uso de drogas, violência contra a mulher e orientações às famílias em situação de risco. 

 O Projeto Escola Segura da Guarda Civil Metropolitana realiza ações e palestras de cunho preventivo, educativo e orientativo com foco na redução dos índices de violência no município de Campo Grande desde 2009. 

Todos os anos percorre as escolas municipais alcançando estudantes do 6º ao 9º ano, trabalhando o enfrentamento a violência, voltado para as temáticas de bullying, violência doméstica. 

 O tema prevenção às drogas, vem com foco nos danos pessoais, familiares, sociais, emocionais e profissionais causados pelo uso indevido de substâncias e tem a proposta de prevenção e conscientização dos alunos da rede de ensino”.

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