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Após fim de convênio com a PF, Polícia Civil quer rejeitar presos por narcotráfico em MS

Presos em flagrante estão passando a noite dentro das viaturas

11/07/2024 às 13h36
Por: Alisson Gabriel Fonte: Jornal Midiamax
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Jornal Midiamax
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Desde a quarta-feira (10), as delegacias de Polícia Civil de Mato Grosso do Sul não estão recebendo ocorrências de tráfico de drogas depois do fim de um termo de cooperação entre a União e o Estado referente ao crime de tráfico. Presos em flagrante por tráfico acabam ficando dentro das viaturas.

Policiais Militares que fizeram prisões nesta quarta (10) não conseguiram entregar as ocorrências e os presos tiveram de ficar nas viaturas não sendo possível ser entregues nas delegacias. Em uma das situações, foi necessário acionar o Poder Judiciário.

Com o acionamento do Poder Judiciário para determinar quem receberia a ocorrência, no caso específico, a Polícia Civil foi obrigada a recolher o preso. A Polícia Federal não aceitou receber.

O Jornal Midiamax recebeu denúncias de policiais que não conseguiram entregar as ocorrências. “Equipes estão com presos sob sua custódia a mais de 20 horas em condições precárias devido a baixa temperatura.”, disse um dos policiais. 

“As equipes policiais ficam se deslocando ao fórum, onde o juiz da audiência de custódia e não recebem, e vão para a delegacia o delegado não recebe.”, disse indignado um policial.

O termo de cooperação seria de que a Polícia Civil receberia as ocorrências de tráfico de drogas, que seria de competência da Polícia Federal. O acordo existe desde 2013 e desde então vem sendo renovado. 

O convênio teria sido estabelecido em 2013 entre a União, por intermédio do Ministério da Justiça e com interveniência do Departamento de Polícia Federal, e o Estado de Mato Grosso do Sul, por intermédio da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública).

O Jornal Midiamax entrou em contato com a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) para saber o que será feito e foi informado que uma reunião sobre o caso está ocorrendo nesta quinta-feira (11).  

O Midiamax também entrou em contato com a Polícia Militar, mas até a publicação da matéria não obtivemos resposta. O espaço segue aberto para futuras manifestações.

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